terça-feira, 7 de setembro de 2010

IMPRESSÃO DIGITAL

Um filiado ao PT diretamente envolvido na quebra de sigilo de parentes e correligionários do candidato do PSDB pode ser coincidência. Dois também, mas já fica difícil de acreditar que não seja impressão digital.

A alegação de que não se pode ligar a quebra de sigilos fiscais à campanha eleitoral porque não há conexão entre o calendário das eleições e os atos, ocorridos em 2009, é sofisma puro.

Admitir o argumento como verossímil equivale a aceitar que o presidente Luiz Inácio da Silva só tenha começado a fazer campanha para Dilma Rousseff em abril de 2010, quando ela deixou a Casa Civil para se tornar pré-candidata à Presidência da República.

Não sendo sustentadas por inépcia de raciocínio - por impossível semelhante grau de indigência mental -, determinadas hipóteses só se pode admitir que estejam pautadas pela má-fé.

Ainda assim, são divulgadas como se fossem silogismos da mais pura correção lógica.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, por exemplo, é um que sofisma naquele sentido. Dilma é outra. Segundo ela, em abril de 2009, quando o petista (o segundo descoberto agora) Gilberto Amarante acionou as informações sigilosas de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, nenhuma das candidaturas hoje em disputa estava definida.

É também - mas não só - por isso que é impossível estabelecer diálogo minimamente maduro com esse pessoal que de um determinado momento em diante rompeu qualquer compromisso com a racionalidade e passou a só se relacionar com a panfletagem, para não dizer com a mentira.

Ora, então quer dizer que no ano passado o PT tinha outro nome em vista? Significa que Dutra imaginava sinceramente que o candidato do PSDB pudesse ser outro que não José Serra, candidato a presidente em 2010 desde a derrota de 2002?

O PT, o governo e a campanha estão se enrolando e pior: percebem que pegaram a trilha errada ao tentar esconder informações, influir em investigações e manipular dados porque acabaram deixando pistas desnecessárias.

Agora tentam sair da enrascada aos tropeços. Lula faz piadas de mau gosto - "sigilo, cadê esse tal de sigilo?" -, Mantega expõe a Receita à desmoralização, Dilma pede calma e tenta chamar atenção para os adversários.

Deu para reclamar que não vê divulgado algo que a "intriga": o fato de o jornalista Amaury Ribeiro trabalhar no jornal Estado de Minas na época em que investigava as pessoas que tiveram os sigilos violados, para compor um livro de denúncias sobre as privatizações no governo Fernando Henrique.

Já se divulgou isso, inclusive porque o próprio comitê da campanha do PT o fez. Dutra tocou diversas vezes no assunto no Twitter, mas, como Dilma, nunca falou claro.

Querem dizer que o Estado de Minas é uma espécie de diário oficial do governo de Minas Gerais e que, por isso, Amaury estaria fazendo um serviço a mando de Aécio Neves para atrapalhar a candidatura de Serra à Presidência dentro do PSDB.

E por que não repetem em público o que falam pelos cantos?

Porque a insinuação perderia o efeito e ainda poderiam ser chamados a provar a acusação contra o amigo Aécio.

O presidente do PT pediu para que a Polícia Federal ouça Amaury Ribeiro. Naturalmente para que ele diga que o PSDB está fazendo confusão entre dossiê e informações coletadas para a confecção do tal livro e, assim, reforce as suspeitas de que a história toda surgiu de uma briga interna entre tucanos.

Muito bem, e daí? E se tiver surgido?

O que fazia Amaury Ribeiro trabalhando para o grupo de "inteligência" da campanha de Dilma? E esses petistas envolvidos diretamente no acesso às declarações de renda Receita?

E a Receita, por que omitiu informações das investigações? E o ministro da Fazenda, por que não foi ao Congresso falar do caso e quando falou preferiu desmoralizar a Receita a estabelecer um elo mínimo que fosse com a campanha?

Essas pessoas todas, essa trapalhada que se houver gente séria nesse País acaba mal foi mobilizada dessa forma para que, para proteger os tucanos? É só o que falta ser dito.

Dora Kramer

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AFINAL QUEM MORREU?

Cadáver foi sepultado por engano no final de semana.

A família de Silvane Neves de Freitas, de 24 anos, e o Instituto Geral de Perícias (IGP) divergem sobre o reconhecimento do corpo enterrado por engano no final de semana, em Osório, no Litoral Norte.

O cadáver de uma mulher foi sepultado no sábado como se fosse de Silvana. No entanto, a jovem foi encontrada viva e foi reconhecida por um policial na avenida Minas Gerais, em Nova Tramandaí.

Conforme a mãe de Silvane, Teresa Neves, 47 anos, o corpo encontrado pela polícia na tarde de quinta-feira estava em estado avançado de decomposição e, por isso, impossível de ser reconhecido com certeza. “A minha filha mais nova foi até o Instituto Médico Legal na sexta-feira para reconhecer o corpo que estava enterrado há três dias na estrada do Marmital. Pelas características, ela achou que fosse o corpo da irmã. Mas avisou aos peritos que, devido ao péssimo estado do corpo, não tinha como ter certeza. Ela deixou a carteira de identidade lá para comparação das digitais”, afirmou Teresa em entrevista ao site do Correio do Povo.
Procurado pela reportagem, o diretor do IGP, Áurio Figueiredo Martins, rebateu as declarações e afirmou que a família assinou o termo de reconhecimento do corpo perante o delegado. Depois disso, o corpo foi liberado para o enterro. “Se a família reconhece o corpo e assina o termo, para nós está certo. Não há discussão. Esse é o procedimento do IGP. É assim que trabalhamos”, garantiu Martins.
O inusitado caso do suposto enterro de Silvane aconteceu no último sábado em Osório, no Litoral Norte gaúcho. Desaparecida desde domingo, dia 29 de agosto, a jovem foi localizada ontem, em Nova Tramandaí, graças a fotos publicadas em jornais da região.
Na sexta-feira, no entanto, o suposto corpo de Silvane foi localizado pela polícia e entregue à família. Conforme Teresa, a filha é usuária de drogas. Ela constantemente some de casa e volta depois de alguns dias. “Ainda estou triste por tudo o que passei nesse final de semana, mas aliviada por ter minha filha aqui comigo em casa de novo”, disse a mãe.
Correio do Povo

NADA SUBSTITUI.

Hoje assistindo a um canal de televisão que falava sobre a influencia da internet em nossas vidas, lembrei que a internet veio para facilitar e com certeza hoje, a grande maioria das pessoas não conseguem mais viver sem ela, mas o fato é que ela também acabou com um sentimento que tínhamos pelas pessoas mais chegadas e que estavam longe, o sentimento de ausência, o sentimento de distancia a que chamamos de saudade.
A não ser daqueles que já se foram acabou o sentimento de saudade, pois estamos a um click de todos.
Mas de uma coisa podemos ter certeza, é que nada vai substituir um bom, velho e forte abraço, no amigo ou na pessoa que esta longe e que se ama.

sábado, 4 de setembro de 2010

NÃO PASSARÃO!

"A propaganda dos movimentos totalitários, que precede a instauração desses regimes e os acompanha, é invariavelmente tão franca quanto mentirosa, e os governantes totalitários em potencial geralmente iniciam suas carreiras vangloriando-se de crimes passados e planejando cuidadosamente seus crimes futuros".

Esse trecho do livro As origens do Totalitarismo, de Hanna Arendt, caracteriza o momento que estamos vivendo no Brasil. Além da similitude flagrante que encontramos entre os 8 anos de lulopetismo e os movimentos autoritários que ascenderam ao poder na Europa em particular na Itália e na Alemanha nas décadas de 20 e 30, que traziam a conformação de uma aliança entre o grande capital e respectivos grupos econômicos e o lumpesinato, a reiterada desmoralização das instituições republicanas perpretada pelo governo petista e seus aliados e seguidores com objetivo de atingir os adversários e eleger a candidata oficial a qualquer custo, nos faz lembrar os tempos nefastos do fascismo.

O governo de Lula consolidou nesse período a ameaça às liberdades democráticas e ao Estado de Direito, com uma pressão crescente sobre a imprensa (sempre adjetivada de “grande imprensa empresarial e burguesa”, por seus ideólogos e de PIG pelos asseclas), por meio de conferencias patrocinadas pelo Estado apoiadas por ONG’s muitas das quais subvencionadas pelo dinheiro do contribuinte.

O aparelhamento do Estado, por uma militância arrivista e autoritária que usa os instrumentos do Estado não em benefício da sociedade, mas em seu projeto de poder. Com a privatização do Estado aos interesses do grande capital em conluio com o PT e partidos aliados. Como fica evidente na utilização que se faz das estatais e ministérios.

Bem como o assalto aos princípios constitucionais que fundamentam o Estado de Direito, revogando, na prática o artigo 5º da Constituição que garante aos “brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

A quebra dos direitos constitucionais, pela ação programada de agentes do Estado, solapando, paulatinamente, as bases do Estado Democrático, como prática recorrente deste governo, em torno de um específico projeto de poder, para quem princípios democráticos não são mais que estorvo.

O episódio da violação dos sigilos fiscais de políticos e empresários e da filha do próprio candidato a presidente da oposição, José Serra - e cujo ovo da serpente vinha desde a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo - se insere no contexto dessa escalada antidemocrática, que cada vez mais parece ser o grande legado do atual governo.

E tão condenável quanto o ato de violar um sigilo que deveria ser resguardado pela instituição pública, Receita Federal, é o argumento cínico de que quem não tem nada a esconder não deveria reclamar de ter seus dados divulgados a revelia. Nada mais errado. Essa linha de raciocínio flerta com a lógica totalitária de que o individuo não merece ter privacidade.

Os verdadeiros democratas brasileiros precisam reagir contra esse retrocesso. Os verdadeiros democratas que lutaram no MDB contra a ditadura, que votaram em Tancredo no Colégio Eleitoral, que assinaram a Constituinte, que participaram do governo pós impeachment de Itamar, ou seja, os verdadeiros democratas que têm a clareza que para o Brasil avançar não podemos pegar atalhos e nem fazer concessões com nossas conquistas democráticas.
Roberto Freire

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MULHER NO PODER

No poder, mulheres são menos democráticas.

As mulheres demoraram para ingressar na política e mais ainda para ocupar cargos políticos. Talvez por isso, quando chegam ao poder, tendem a ser menos democráticas do que os homens.
Pelo menos é o que diz um estudo das universidades de Munique (Alemanha), Columbia (Estados Unidos) e Innsbruck (Áustria), que quis descobrir como as preferências e características pessoais influenciam o comportamento de uma pessoa em uma situação de liderança.
Os pesquisadores não sabem explicar porque as mulheres ficam mais mandonas, mas especulam que seja devido ao fato delas precisarem se esforçar mais e agir de forma mais dura para competir com os homens.

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