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domingo, 3 de fevereiro de 2013

CAMINHADA E PROTESTO DA POLICIA CIVIL/RS.


Dia 06/02, as 19 horas em frente ao Palácio da Policia em Porto Alegre.

Vivemos tempos de violência urbana de tal magnitude, que compromete a liberdade de todos os cidadãos no exercício de suas atividadeslaborais e no gozo de seus momentos de lazer. Circular na via pública deixou de ser a mera realização de um percurso, passando a ser um ato gerador de apreensão e risco para todos que necessitam ou desejam fazê-lo. Ao tornar-se vítima, o cidadão ou seus familiares questionam a eficiência do policiamento, invocando a ação dos Policiais, que mais proximamente convivem com a sociedade e que, por essa razão, se transformam naqueles nos quais recai a responsabilidade pela dor e frustração vividas, sob alegação de inércia. 

É compreensível que assim ocorra, pela proximidade da violência, e também pelo tanto que ela fere cada indivíduo em sua dignidade, propriedade, liberdade, garantias fundamentais baseadas no chamado "Princípio da Dignidade Humana", tutelado pelo estado democrático de direito.
A Segurança Pública, representada por seus Agentes Policiais, torna-se a salvação ou a decepção da sociedade, mesmo quando aqueles se encontram impedidos de agir em decorrência dos aspectos legais. Prender e manter preso, são uma decisão que independe da escolha dos Policiais. Trata-se de uma decisão que precisa estar respaldada na lei e deve ser remetida ao Poder Judiciário para apreciação e endosso. O que se verifica com grande frequência são os casos de reincidência, assim como a ação de indivíduos beneficiados pela progressão de regime. Estes últimos aproveitam-se do direito conquistado, para a ação criminosa nos horários em que deveriam estar trabalhando externamente ao local onde cumprem a pena. Muitos tornam-se foragidos e aos policiais compete recapturá-los, necessitando uma pronta ação.
Há de se fazer mudanças legais, para estancar um círculo vicioso que coloca em risco a sociedade. É necessário que tais mudanças ocorram para possibilitar que o trabalho policial se torne mais eficiente, trazendo tranquilidade aos cidadãos de bem. Os casos de morte de Policiais vítimas da criminalidade evidenciam o aumento da violência no Estado. Desde o início de 2013, até o momento, 9 pessoas foram vítimas de latrocínio (roubo com morte), entre elas 2 policiais civis, além de 1 policial militar ter sido morto em serviço, durante uma abordagem.
A sociedade precisa estar consciente da necessidade de alterações legislativas para o controle da criminalidade.
No dia 6 de fevereiro, às 19 horas estaremos reunidos em frente ao Palácio da Polícia, para uma caminhada pela mudança das leis e em protesto à morte de policiais vítimas da violência. Precisamos do apoio da sociedade do Rio Grande do Sul, a fim de que a união seja um instrumento de pressão por modificações urgentes.

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