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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

CRIME ELEITORAL: AS INVESTIGAÇÕES CONTINUAM!!

Ao todo, pelo menos 33 investigações envolvendo crimes eleitorais estão em andamento no Rio Grande do Sul. Os casos incluem desde suspeitas de compra de votos, a exemplo de Jaquirana, na Serra, até coação de eleitores e transferências fraudulentas de domicílio eleitoral.
O número, porém, é subestimado. Trata-se apenas das ocorrências que, até ontem, haviam chegado ao conhecimento do Gabinete de Assessoramento Eleitoral do Ministério Público, em Porto Alegre. O órgão auxilia promotores do Interior sempre que necessário, mas eles não são obrigados a comunicar as investigações.
— Acreditamos que a quantidade seja muito maior, porque nem todos os colegas entram em contato conosco para pedir apoio — ressalva o promotor José Francisco Seabra Mendes Júnior, coordenador do gabinete.

Das 33 situações conhecidas pelo órgão, cerca de 20 envolvem supostas alterações irregulares de títulos e estão sob os cuidados da Polícia Federal. O MP Eleitoral e a PF não divulgaram onde ocorreram os problemas, mas sabe-se que, entre eles, estão casos de municípios como Cidreira e Itati, no Litoral Norte. Ambos seguem indefinidos.

Entre as suspeitas de compra de voto, além de Jaquirana, incluem-se cidades como Triunfo, na Região Metropolitana, onde as negociações teriam envolvido troca de apoio por dinheiro, cestas básicas e até o pagamento de contas de água e luz. O processo está na Procuradoria Regional Eleitoral e transcorre em sigilo.

Outro caso que chamou a atenção pela gravidade e que integra a lista é o de São José do Ouro, no Norte do Estado. Lá, o MP pediu a cassação de duas coligações por suposta compra de votos e abuso de poder econômico. Teria ocorrido oferta de dinheiro, gasolina, ranchos, cirurgias, medicamentos, material de construção e promessas de emprego e de favorecimento na renovação de habilitações para dirigir. Se a cassação se confirmar, o município terá novas eleições.

ZERO HORA

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