Páginas

segunda-feira, 13 de junho de 2011

POLICIA INVESTIGA PACTO DE MORTE EM IMBÉ / RS

A polícia de Imbé está investigando a morte de duas jovens que cometeram suicídio da mesma forma e com dois dias de diferença. As duas se enforcaram, cada uma em sua casa, uma na terça e a outra na quinta-feira, perto do meio-dia. As coincidências fizeram surgir na cidade o rumor de que as duas participavam de um pacto de morte de quatro alunos e ex-alunos da Escola Estadual 9 de Maio. Na tarde de ontem, as aulas foram encerradas antecipadamente, os alunos foram dispensados e os professores se reuniram a portas fechadas. A direção proibiu entrevistas sobre a morte das duas estudantes.


Marcella e Patrícia
A primeira tragédia ocorreu terça-feira. Marcella Mesquita, 16 anos, aluna do 2º ano do 2º grau, foi encontrada morta por enforcamento. Quinta-feira (9), Patrícia Aparecida Rodrigues dos Santos, 24 anos, ex-aluna, enforcou-se num caibro no teto de casa.

Na sexta-feira (10), durante uma das aulas do turno da tarde, a professora de Sociologia identificada apenas como Tatiana interrompeu a aula para mostrar às alunas uma mensagem recebida do celular de um policial da cidade informando a morte de uma terceira pessoa, ainda não identificada. Uma aluna relatou que houve choro e comoção na sala. Até a noite a polícia não confirmou a terceira morte.

O delegado Álvaro Buttelli disse que, embora não acredite em pacto, investiga a possibilidade de que algum entendimento tenha determinado as coincidências entre modo e horário das mortes.

Aluno alertou professor
Em depoimento à polícia, um professor cujo nome é mantido em sigilo disse que um aluno da turma matutina do 2º ano do 2º grau soube do pacto, feito entre alguns colegas, e o alertou. O professor disse também que informou a direção da escola. A providência tomada foi dispersar o grupo, remanejando algumas alunas, entre elas Marcella Mesquita – a primeira estudante morta.
Durante viagem num ônibus escolar, ontem à tarde, um professor de Física identificado apenas como Júlio César disse a um grupo de alunos que a versão oficial da escola é de inexistência do pacto, porque a direção teme a repercussão da tragédia.

De acordo com outro professor, os envolvidos se comunicavam pelo Orkut em suas páginas pessoais. O tema aparece também na página Imbé-RS- dias- de- medo e Imbétásinistro .
A diretora da Escola Estadual 9 de Maio, Ana Fátima Carvalho, não retorna ligações. Ela mandou a secretária dizer que a escola está colaborando com a polícia e que espera o fim do inquérito para se pronunciar.

Anúncios de morte
No pátio da escola, alunos da 9 de Maio se alternam entre a crença no pacto e a dúvida. Ao fim do turno da tarde, nesta sexta-feira, um grupo de meninas comentava que o próximo a morrer seria o namorado de Patrícia – a segunda jovem morta. Um jornal de Imbé chegou a noticiar a morte dele, depois desmentida.

Familiares de Patrícia não acreditam em pacto de morte e atribuem o suicídio a uma crise de depressão causada pelo divórcio recente. Marcella anunciou a morte por torpedos para a mãe e o namorado, afirmando neles que “se alguma coisa grave acontecer comigo não foi por culpa de vocês”.

* Fonte: Todo Dia Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário