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segunda-feira, 2 de maio de 2011

FIM DAS COLIGAÇÕES, OBRIGARÁ LIDERES DE PARTIDOS Á OUTRA POSTURA

No primeiro momento, a mudança será sentida nos partidos políticos que terão de criar mecanismos políticos próprios para conquistar vagas e garantir representatividade, e não poderão mais contar com as alianças.

O professor universitário e cientista político Gilson Gil considera que sem a formação de blocos partidários no sistema eleitoral, cada legenda terá que atingir o coeficiente necessário nas eleições.

Ou seja, no primeiro momento, a mudança será sentida nos partidos políticos que terão de criar mecanismos políticos próprios para conquistar vagas e garantir representatividade, e não poderão mais contar com as alianças.

“Vai mudar bastante a forma como alguns partidos encaram a política, principalmente, os pequenos ou de aluguel, que não terão condições de competir diretamente com os que têm mais força no País”, disse Gil.
Para o analista político, nessa conjuntura serão os grandes partidos os que deverão sobreviver e ter maior crescimento no sistema eleitoral do País.

Os pequenos
“Aqueles políticos que procuravam legendas pequenas visando as coligações, não terão mais essa opção. Eles terão que se inserir nos grandes partidos”, disse Gilson Gil.

A partir daí, de acordo com o professor, a próxima mudança será dentro das siglas, quando a competitividade interna entre os candidatos deverá aumentar significativamente.
Gilson Gil também acredita que há, hoje, grandes possibilidades da matéria ser aprovada na reforma política ora em discussão, por ser um assunto de interesse direto dos grandes partidos brasileiros.

“Já temos uma concentração eleitoral no Brasil. A tendência da reforma política é aumentar essa centralização dos grandes partidos”, observou o estudioso. Segundo ele, atualmente, existem seis legendas que decidem a vida política no País”.
São elas: PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM, PR, PP. A proposta é uma das que é bem recebida por vários líderes de legendas.

O que diz a lei
De acordo com a Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, artigo 6º, que trata das coligações, diz que é facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, nesse último caso, formar-se mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.

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