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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PROMOTORES NO BANCO DOS RÉUS NO RS.

Lembram dos procuradores da coletiva contra Yeda ? Pois eles estão sendo julgados.

Caso as manifestações dos membros do Conselho Nacional do Ministério Público prossigam do modo como iniciaram, vão se dar mal os seis procuradores que convocaram uma espetaculosa entrevista coletiva para anunciar o ajuizamento de uma ação de improbidade contra a governadora Yeda Crusius. São eles: Enrico de Freitas, Alexandre Schneider, Adriano Raldi, Fred Wagner, Ivan Marques e Gerusa Burman.

. Almino Afonso, conselheiro do CNJ, fustigou o comportamento dos seis procuradores:

- Foi um espetáculo dantesco da Idade Média. Queriam apedrejar a mulher ?

. Yeda nem integra mais o processo, por decisão da Justiça Federal, mas ela representou contra os seis procuradores no CNJ e os procedimentos começaram em novembro.

. O voto do relator Sandro Neis foi pelo arquivamento da representação de Yeda, protocolada pelo advogado Fábio Medina Osório, mas os demais procuradores divergiram. O representante da OAB, Almino Afonso pediu que os seis procuradores sejam repreendidos publicamente:

– Receio que nós retomemos a idade média. Onde a mulher, supostamente traidora, era submetida e apedrejada em praça pública. Ou seja, nós estamos diante de uma situação em que o cidadão é condenado a execração pública, à ridicularização pública, sem, sequer, existir o devido processo legal. Nós não podemos nos utilizar da imprensa como se fosse uma extensão judicial.

. Almino Afonso teve o apoio imediato do conselheiro Luis Moreira, representante da Câmara dos deputados. Foi dele esta crítica ao procurador da República Adriano Raldi:

- Este procurador, Raldi, não poderia usar os termos que usou: “Falando em termos bem claros, é importante que fique retido que não haverá moleza para estes réus”.

- O julgamento foi suspenso. Os procuradores gaúchos não quiseram falar.

Blog do Polibio Braga

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