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domingo, 18 de julho de 2010

CORPO ENTERRADO EM CIDREIRA, EX-MULHER SABIA.

Amante da víuva confessou à polícia ter executado a vítima.

Três das seis pessoas presas pelo assassinato do empresário Flávio Stamm da Rocha, de 38 anos, em Gravataí, admitiram à Polícia, nesta sexta-feira, envolvimento no crime. A investigação da 2ª DP do município aponta que Rocha teria sido assassinado pelo amante da esposa, um traficante de armas e drogas de 32 anos. Após ser detida, a viúva de 48 anos admitiu, em interrogatório, que sabia do plano para matar o marido.

O autor do crime e um dos seus comparsas também detido confessaram ter matado e ocultado o corpo do empresário, que foi decapitado e enterrado na beira da praia de Salinas, em Cidreira. Os dois eram amigos da vítima e, inclusive trabalhavam no cartório do pai de Rocha, em Gravataí. O empresário estava desaparecido desde novembro do ano passado. Somente na noite dessa quinta-feira os dois suspeitos apontaram o local onde estava o cadáver, depois de serem presos. As outras três pessoas presas, conforme a Polícia, também trabalhavam com o suspeito, mas responderão por crime de tráfico de entorpecentes, já que não participaram do assassinato. Para a 2ª DP, a mulher do empresário também não teve envolvimento com a execução, mas ajudava o amante a traficar. O chefe de investigação da delegacia, Adilson Silva, revelou que está sendo apurada a possibilidade de se tratar de um crime passional, mas que pode ainda envolver um esquema de tráfico de drogas, armas e munições.
O empresário descobriu, antes de morrer, a mulher tinha um amante e que o sítio da família estava sendo utilizado para tráfico de drogas e armas, com uma conexão no Uruguai. Por essa razão, segundo Silva, ele pode ter sido assassinado. Um dos autores do crime declarou à Rádio Guaíba e à TV Record que encontrou o comparsa na beira da praia e que, dias depois, retornaram ao local para colocar o corpo em uma cova mais profunda. “Ele levou lenha e gasolina, jogou no corpo e ateou fogo”, contou.

Segundo o relato, a cabeça foi desmembrada para a vítima não ser reconhecida pela arcada dentária. O crânio pode ter sido destruído e jogado no mar.

Na tarde desta sexta, 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí remeteu à Justiça, pedidos de prisão temporária de mais seis pessoas por crimes ligados à execução, o que pode totalizar um total de 12 presos no caso.

Fonte: Rádio Guaíba

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