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sábado, 12 de junho de 2010

CONTINUA A FACALTRUAGEM DO PT.

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, procurou tirar o partido do foco de nova revelação envolvendo o núcleo de comunicação da campanha da ex-ministra Dilma Rousseff. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo afirma que a campanha petista remunera jornalistas e técnicos por meio de notas fiscais frias emitidas por uma microempresa sem funcionários. “Não somos fiscais do INSS. A Lanza não trabalha só conosco. Isso é uma relação privada”, reagiu Dutra.
As notas fiscais foram emitidas pela Cinco Soluções, aberta em 3 de março em nome de Jeová Alves de Sousa Jr. Ele teria dito que trabalha em nome da Lanza, do jornalista Luiz Lanzetta. A Lanza foi contratada pelo diretório nacional do PT, em Brasília, e Lanzetta foi afastado da campanha na semana passada em meio à suspeita de articular a produção de um dossiê contra o pré-candidato tucano José Serra.
Dutra disse ainda que o contrato com a Lanza, que vence no final do mês, está sendo desfeito. Segundo o presidente do PT, a Pepper é que vai passar a pagar os funcionários da campanha de Dilma. O presidente reiterou que Lanzetta nunca foi assessor de Dilma ou cuidou da parte de comunicação da campanha, e que a Lanza apenas pagava mão de obra.
Em Tiradentes (MG), Dilma rebateu a denúncia. “Você está confundindo meu filho. Na minha campanha não tem notas frias”, disse.
Segundo reportagem, todos os profissionais da Lanza que trabalham na áreas de imprensa e internet não mantêm vínculos empregatícios com a Lanza e, para efetuar a maioria dos pagamentos, a empresa utiliza notas fiscais da Cinco.
Em nota, a Lanza afirmou que “recolhe e sempre recolheu todos os tributos incidentes sobre a sua atividade, nunca tendo sido autuada por quaisquer autoridades fiscais”. A empresa, na nota, disse ainda que é a própria Lanza quem teve a iniciativa de rescindir unilateralmente o contrato que mantinha com o Partido dos Trabalhadores e que se esgotaria em 30 de junho.

Comento:


É Dilma chamar alguém de “santinho (a)” ou de “meu (minha) filho (a)”, e você pode ter a certeza: “Ela está brava”. Como se vê, as “coisas” com a Lanza do Lanzetta parecem bem enroladas.
Mas eu gosto mesmo é da tese de José Eduardo Dutra, que alguns petistas, no que ele chama “exagero”, têm chamado de “Hitler”, “nazista” e “fascista”. Segundo o presidente do PT, o partido não tem de se ocupar dessa questão porque não é “fiscal do INSS”. Huuummmm… E ainda emendou com uma tese revolucionária: “Isso é uma relação privada”.


Dutra, agora, virou um, sei lá, “neoliberal extremista”: relações entre empresas privadas não precisariam respeitar a lei.
Eis uma tese interessante, “meu filho”…


Da Agência Estado.
Por Reinaldo Azevedo

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