Páginas

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A GRIPE SUINA CHEGOU

Oito dos 15 casos suspeitos de gripe suína no Rio Grande do Sul são de pessoas que chegaram recentemente da Argentina e quatro dos sete infectados pelo vírus H1N1 estiveram no país vizinho.
O secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirmou que o estado vai intensificar a vigilância na fronteira, mas diz que seria exagero recomendar que as pessoas deixem de viajar para a Argentina por conta da gripe.
- A taxa de letalidade da gripe suína está em 0,5%. É menor do que a da gripe comum, que é de 3% por causa das doenças respiratórias - afirma Terra. Segundo ele, a gripe suína nem de longe alcança o risco imaginado inicialmente, semelhante ao da gripe aviária, cuja taxa de letalidade chegava a 63%.
Terra afirma que os turistas que seguirão para a Argentina nas férias de julho adotem cuidados básicos, como evitar grandes aglomerações e higienizar as mãos com freqüência.
- A doença é de baixo risco - diz ele.
A despeito da baixa gravidade da doença, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul negocia com o Ministério da Saúde a criação de um observatório de Vigilância Sanitária na província de Posadas, na Argentina, com recursos federais e técnicos brasileiros. Em contrapartida, o governo argentino deve abrir um observatório em Porto Alegre. Segundo Terra, o acordo deve ser negociado em julho, durante visita do ministro José Gomes Temporão ao estado.
- Com a gripe suína, vamos desenvolver os instrumentos necessários para acompanhamento de doenças entre os países - explica Terra.
O secretário de Saúde do Rio Grande do Sul lembra que outras doenças, como a leishmaniose, têm entrado no Brasil via Argentina. Neste momento, o estado registra oito casos de leishmaniose em São Borja, na fronteira argentina, com mais de 300 cães sacrificados. De acordo com terra, a Argentina já tinha registros anteriores da doença na região. O mesmo ocorreu com a febre amarela, que chegou ao Brasil via Argentina.
Tanto Brasil quanto Argentina consideram que o maior risco de doenças, no entanto, está na proximidade com o Paraguai, que tem um sistema de saúde mais atrasado em relação aos demais países da região.
- Posada é uma faixa de apenas 80 km de largura entre Paraguai e Brasil, à beira do Rio Paraná. Por isso é o local sugerido - diz Terra.
Um forte abraço a todos, e mesmo que digam ser uma doença de baixo risco, ela chegou no RS e o melhor é não arriscar, pois se vier com força onde colocaremos os pacientes, pois não existem leitos, para todos.