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sábado, 30 de maio de 2009

A POUPANÇA NÃO

O recuo do governo é a vitória da sociedade"
A poupança popular é sagrada. Assim o é para quem nela deposita as economias. Assim deve ser para quem a administra ou para aqueles a quem cabe a tarefa de governar o país.
O PPS entende que cumpriu sua obrigação, enquanto instuição da cidadania, ao alertar o país para o anúncio do governo Lula de que mexeria na poupança popular, algo que somente havia sido perpetrado pelo governo Collor, num episódio de triste memória para toda a sociedade brasileira.
Nesta quinta-feira soubemos que o governo recuou. Temendo pelo desgaste político que uma medida de tamanho desrespeito a toda a sociedade, particularmente ao poupador, lhe traria, adiou por tempo indeterminado o envio de uma medida provisória que cobrava Imposto de Renda de cadernetas de poupança com saldo superior a R$ 50 mil. Mais que isso, cogita não mais atentar contra a poupança.
Preservar a poupança popular é um dever constitucional e uma atitude de respeito que um governante deve ter para com os contratos firmados com a população que confiou suas economias a terceiros dentro de determinadas normas, para protegê-las. Poupadores são trabalhadores que guardam economias para o futuro de seus filhos, para emergências ou para a aquisição da casa própria e não para especular. Jamais devem ser sacrificados em benefício de quem quer que seja. Muito menos em beneficio do sistema financeiro.
O recuo do governo é a vitória da sociedade. O PPS se orgulha de fazer parte dessa luta e comemora seus frutos, mas continua atento. Pronto para novos embates, sempre que necessário.

Roberto Freire
Presidente Nacional do PPS