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segunda-feira, 20 de abril de 2009

AGRESSÃO A MULHER

É muito constrangedor e nauseante falar de um tema como este, mas, queiramos ou não, é um assunto que presenciamos todos os dias, seja através da mídia falada, escrita, televisiva, ou, até mesmo, de uma pessoa mais próxima - talvez uma parenta, uma irmã, uma vizinha, ou, quem sabe, uma FILHA.
O que seria uma agressão contra a mulher? Seria, somente, lesão corporal? Não, caros leitores! O pior tipo de arma utilizada para uma agressão, vem através de outros instrumentos: pequenas ofensas verbais e morais. Os danos morais são os maiores causadores das dores, superando, até, as dores físicas.
Ainda hoje, na maioria dos "lares", o homem é considerado o "rei". Por que não dizer "chauvinista"? E ele se aproveita desse falso título, para ditar regras, mandar, dominar, ESPANCAR e ESTUPRAR! Quando? Bom, os finais de semana são os dias preferidos para o seu "deleite" e "bel-prazer"... Sai, vai para o botequim, "enche a cara de cachaça", volta para casa e se sente o "todo-poderoso"... Na segunda-feira..., dia de fazer a queixa na Delegacia da Mulher, fazer exame de corpo-delito no Instituto Médico Legal - IML, ou, quem sabe, estar no IML fazendo uma autópsia. Estou sendo cruel? Não, só estou mostrando a realidade dos fatos!
O que a Justiça diria se, depois de tantos espancamentos e atrocidades contra a mulher, esta, por sua vez, vê-se com "a faca e o queijo na mão", ou seja, consegue reverter a situação e investir contra o seu agressor, levando-lhe à morte? Você, meu leitor, poderia dizer: "bem-feito"! Mas, e a Justiça? É nesse ponto que quero chegar. Devemos agarrar esta causa com fé e coragem, devemos tentar acabar com essa violência contra a mulher. E, quando me refiro à mulher, me refiro, também, à criança mulher, à adolescente mulher, à jovem mulher, à pobre mulher, à rica mulher, enfim, à todas as mulheres.
A agressão não escolhe raça, idade e classe social. Não existem estatísticas entre as classes sociais no que se refere as agressões. A única diferença é que, as mulheres de classe social mais elevada, acabam por não darem queixa das agressões sofridas por seus maridos, namorados etc. São vários os motivos que as fazem calar - dependência financeira, medo, vergonha etc.
Mas não devemos confundir a violência sofrida pela mulher com a violência urbana. A mulher, quando violentada, deixa todos os seus referenciais, os seus laços afetivos, os seus vínculos com a casa para o agressor. Ora, onde está a Justiça? Além de ser humilhada e maltratada, tem que sair como quem está fugindo da polícia ou do bandido???
Devemos cobrar do Estado as providências necessárias para a solução do problema de agressão e violência contra a mulher. Não podemos ficar parados! Devemos agir, falar, gritar! Não podemos admitir que as mulheres continuem vivendo "entre tapas e beijos".
Pois bem hoje ja temos a Lei Maria da Penha, que vem amparando as mulheres, mas diz em seu texto que o homem tem de ter alguma ligação ou conviver maritalmente com a mulher, ou seja, tem de ter um vinculo afetivo.
E, então deixo uma pergunta, se como diz o velho ditado "CACHORRO COMEDOR DE OVELHAS, SÓ MATANDO", como feremos com os homens que agrediam as proprias mulheres e hoje passaram a agredir outras mulheres, que não são suas companheiras e nem tem afinidades com ele.
Um forte abraço a todos e cuidado, perto de voce podera estar um homem de aparencia calma, mas que sempre agrediu a esposa e filhas na sua residencia, e hoje por medo da cadeia, agride outras mulheres, porque ai a agressão cai na vala comum, ou seja, lesão corporal que é um simples Termo Circunstanciado (Lei 9099/95). Onde o agressor fica solto e depois pagara uma pena muito leve para o tamanho do delito que cometeu.

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